QUE MADRUGADA!



Evandro suava como nunca! Estava ali desde o comecinho da madrugada, ora gemia, ora suspirava, mas não arredava o pé do lugar nem por decreto. Dona Sabrina por sua vez, se limitava a mandá-lo parar, não queria interromper o subordinado que fazia o seu trabalho melhor que o antigo patrão, na verdade o ex-esposo da então nova patroa, ia ao delírio com a dedicação monstruosa do empregado. Aquele tira e põe contínuo fazia com que Marcelo, outro empregado, lá de trás das caixas vislumbrava o feito boquiaberto... E de onde estava escondido, claro! Eles não poderiam nem sonhar que ele se encontrava ali àquela hora, pois como ele explicaria o porquê de estar naquele lugar e àquela hora? Mas ali estava ali permaneceu. 
Evandro era incansável o tira e põe era algo alucinante! Com as mãos desocupadas Dona Sabrina abriu as entranhas, para que Evandro pudesse enfiar com todo jeitinho, para que não machucasse a patroa, introduziu primeiramente as pontas dos dedos e para espanto de dona Sabrina meteu a mão toda... Ao que de repente ela gritou!
- Ai Evandro! Homem tenha mais cuidado!
No que ele sem graça respondeu:
- Desculpe-me se a machuquei, não era essa a minha intenção...
Ela rapidamente olhou para ele e lhe disse cheia de carinho, deixa disso Homem você não me machucou é que por um instante pensei que você poderia ter queimado as mãos no forno, ao vê-lo colocar as formas com os pães ali. Quero pensar que essa seja a última fornada, pois não esperava que o Marcelo pudesse dar o cano logo hoje, se ele tivesse chegado no horário, não precisaria tê-lo sacrificado tanto assim.
- Que isso dona Sabrina faço isso porque gosto de muita ação.

Autor: Osny de S. Alves

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