EXPOSIÇÃO DA INDEPENDÊNCIA



Que maravilha... Ainda não acredito!
Museus, fortes, diversos lugares bonitos
Posso ouvir a voz da mata e seus cantos
Estamos descendo a serra de Santos,
E pela liberdade nesta mesma hora eu grito!
Quanta fotografia!
Quanto mar quanta alegria
Do ônibus já tenho saudades
Neste mar de águas verdes
Registro aqui minha agonia!
Ah! Professores que amo tanto...
Ouçam o mar e seu pranto
Quanta nau tem aqui embaixo
Que o marujo cabisbaixo
Um dia fez o seu lamento!
Vejam as sacas de café
Sobre o dorso daquele homem em pé!
Quanta coisa o que é aquilo?
Seu olhar está tranqüilo...
Que enquanto jovenzinho... Sinto-me bem ralé!
Neste mar a fantasia fez-me um pirata
Aqui não sou aluno, não sou pobre, eu sou da “Nata”!
Viajo como as histórias mirabolantes de um livro
Que na companhia de meus tutores aprendi o que é amigo...
E já sei o que é fragata!
Neste mesmo mar um dia!
Passou por aqui Cabral...
Jamais pensou que escreveria...
Uma história especial!
E enquanto nesta embarcação
Sentindo a mais pura emoção
Aprendo com meus professores
E também os meus tutores
Este filme de ação!
Longe da lousa e do giz
Foi o que sempre quis
Uma maneira gostosa de aprender!
Nas paginas de minha vida estão a escrever...
Grato eu estou por fazer-me tão feliz!
Vejam! Olhem o esqueleto da baleia!
Será que encontraremos uma sereia?
Se puder gravarei sua voz e o seu nome
E o seu canto soará em meu telefone...
Hipnotizados do asfalto a areia!
Vejam o forte e sua aparência suntuosa!
Impunham respeito com a arquitetura poderosa!
Quão beócios nós fomos um dia...
Desconhecendo a nossa história e a sua magia...
Mas viemos estudar de forma honrosa!
Somos Escola do Estado
Mas o ensino está lado a lado
Com qualquer escola particular
Só temos é que estudar
Pra ficarmos emparelhado!
Eu amo muito tudo isso
A Juliana, o Thiago e o Wilson
Que sempre nos acompanham
No ônibus nos assanham
E aprendemos como em um feitiço!
Ah meu Deus que coisa bela!
Ao lembrar-me da caravela
Que transportou Gonçalves Dias
Ao fazer suas poesias
Alumiado por uma simples luz de vela
Aprendendo da Geografia
Então compôs Gonçalves Dias
Em suas lembranças deu-lhe câimbra
Ao escrever lá de Coimbra
A mais linda das poesias!
Isto tudo aconteceu em julho de 1843
E esta intertextualidade me fez...

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Usá-lo mais uma vez
Com a mais pura sensatez
Para que compreendam
O que senti naquele mar!
Enquanto em minha inocência
Pensava que iria passear!
Mas era a minha independência,
Liberdade que aprendi a valorizar...
Por isso hoje vejo... Como é bom estudar!

Por Alves, Osny de Souza. 
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