SEREIAS

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Ah! Tempestade cruel
Que rasgou o meu barco
E me vejo em mar largo
Em bote de papel!

Que de longe nas pedras
Tão longe um marco
Tenho nas costas meu arco
Só com duas flechas...

Deitada me assombra
Com seu canto de luz,
A espreita em penumbra
Mas não me seduz!

É uma bela mulher
Mas sou sobrevivente
Sedutora atrai como quer!
Mas resisti bravamente!

Após nadar grande tanto
Eu chego às areias
Sussurro, suspiros e em pranto...
Salvo? Que nada. Aquário de Sereias.
Osny Alves          
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