A Gaiola

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Eu fugi de uma gaiola
Em que me tinham prisioneiro
Tinha lá uma vitrola
Que tocava o tempo inteiro!
Tinha ali o meu algoz
E judiava-me um tanto
Que arruinava a minha voz
Era pior que aula de canto!
Quando ela ia dormir
Cobria o meu cativeiro
Via meu bando divertir
E eu ali de prisioneiro!
Mas descuidou-se a donzela
Ao limpar o meu cantinho
Então voei pela janela
E o céu afagou-me com carinho!
Mas volto à tardezinha
E canto um solo de esmola
E quando chega a noitinha
Sinto saudade da gaiola!
Mas ao amanhecer
Ganho novamente a imensidão
Pois vejo o sol nascer
Assobiando uma canção!
Aquela que eu aprendi
Que repetia na vitrola
Mas a coisa mais bela que eu vi
Não estava dentro da gaiola!
É de voar em liberdade
E cantar o que eu quiser
Mas às vezes bate uma saudade
Da gaiola da mulher!
Osny Alves


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