segunda-feira, 14 de março de 2011

O Jardineiro




De repente aconteceu
Como carta marcada
Ela simplesmente apareceu
Surgiu sozinha e do nada!
Entre tantas outras flores
Eu a escolhi pra mim
São pétalas, amores!
Doce aroma de jardim!
Neste campo derradeiro
Eu lhe vi desejosa de encontrar
Um pacífico e bom jardineiro
Cavalheiro que pudesse lhe encantar!
Então saquei da pena
E peguei um pergaminho
E a brisa assoprou em meu poema
Estes versos de carinho
Onde a protagonista
É voce querida flor
E eu sou o florista
Que lhe trata com amor!
Em seu caule dou um cheiro
Em troca de um chamego
Serei eu seu por inteiro
Em troca de um dengo!
(OSA)

domingo, 13 de março de 2011

Rosana



São mil poses e cliques
Da franja ao decote...
É a Rosana sempre chique!
 Educada e gênio forte.
Boca pequena, mas carnuda...
Seios aparentam serem fartos!
Toda gostosa graúda...
Provocando nos homens enfartos!
Com seus óculos é intelectual
Com a mão no queixo pensativa
Mão na nuca provocante e sensual
Mas em todas as poses ela é a nossa amiga!
Gostei da foto que tem um rosto na camiseta
E daquela que se encontra em tigresa
E ao vislumbrar a sua silhueta
Perco-me nas curvas de sua beleza!
Na hora da foto faz biquinho
Dando destaque a beleza de sua face
Trata-nos com tenro carinho
Toda cheia de pose e cheia de classe!
(OSA)

Segredos


Escapa-nos por entre os dedos
Vai embora e nos trai
Alimenta os nossos medos
Como uma folha seca que cai.
Chamo-a, mas me ignora
E estando já distante se vai
Apenas fica o olhar que chora
Como uma folha seca que cai.
Lamento por tudo o que existe
Clamo em nome do Pai
Vejo o meu destino tão triste
Como uma folha seca que cai.
O meu desejo seca
E a alegria me diz bye-bye
Mas se o mundo todo peca
E fica como uma folha seca que cai.
Por entre os dedos
Estes agora ao qual refiro
Sei de alguém que sabe os meus segredos
Até o ultimo suspiro!

(OSA)

Gisela


Estar livre é se encontrar
Preso dentro de nossos próprios limites
É ver sem poder tocar...
Ser convidado, mas não trazer os convites.
Vê-la deveras que a vejo
E senti-la eu sei que a quero
Abraçá-la não posso só a desejo
Mas só no pensamento eu a paquero!
Um olhar um flerte...
Uma piscada a cada momento
Sinto o meu corpo inerte...
Estático pelo sofrimento!
Vê-la... Eu sei que eu a vejo
Pois tenho a plena certeza disso
Um toque com meus lábios num beijo...
Agora sei que eu não posso viver sem isso!
Eu sei que eu não posso viver sem você...
03/05/2000
(OSA)

METRÓPOLE


Oh São Paulo!
Cidade barulhenta
Que permite não apenas aos humanos
O incrível dom de quem te agüenta!
Que fora construída
Por nortistas e nordestinos
E de pé fora aplaudida
Por não ter tido outros destinos!
Tem gente de tudo quanto é jeito
E também de todas as partes
Fez o seu nome ser eleito
Metrópole que traz felicidades!
Cidade de indústrias distintas
Cidade da garra da chuva e do sol
Terra das garotas bonitas
E dos grandes times de futebol!
Oh São Paulo que aos seres humanos engole
Para as suas entranhas empresariais
É para o mundo a terceira Metrópole
Cidade dos honestos e marginais.
(OSA)

Nada Restou


A angústia chega de repente e me atinge
Uma queimação invadiu meu interior...
Como uma mascara se disfarça... Finge.
E arranca meu coração em tamanha dor.
Sem entender uma palavra do que ouvi...
Senti claramente parar-me no tempo...
Enquanto pensava refletindo a vi,
Lentamente causando-me sofrimento.
O chão sob os meus pés desapareceu...
Foi a única coisa solida em que pisei,
Minha visão num instante escureceu...
Refleti. Saí... E chorei.
Num piscar num abrir e fechar de olhos
Vi todo o meu mundo a se desintegrar
Tudo o que planejei... Todos os meus sonhos...
Foi-se tudo... Minha casa, meu dia-a-dia e meu lar...
Tudo se foi... Nada restou.
(OSA)

Fascínio


Seus passos na calçada
Como sussurros ao pé do ouvido
Desfilas tão isolada
Sem propósito e sem sentido.
Teu semblante sensibiliza e nos toca
De um jeito extremamente angelical
Os seus lábios nos dão água na boca
Que a beijo numa realidade virtual.
É tanto que deixa o fascínio fascinado
E o mesmo digo ao encanto encantado
E ao frágil sexo masculino...
Incrivelmente apaixonado!
E se hoje vens foi porque outrora fostes
E quando não passas por aqui me desespero
Mas quero que em sua agenda anotes
Que aquele meu olhar pra ti deveras fora sincero.
03/03/1992
(OSA)

SOS MUNDO


Olhares assombrados
Aterrorizados pelo ódio
Falcatrua, ameaçados...
Um mar de sangue no pódio.
Gritos ensurdecedores
Chamando a atenção
Avançam os trituradores
Numa onda de destruição.
Horror poema de sangue
Enganados por si próprios
O mar e sua gangue
Atos retorcidos contraditórios!
Fatos chocantes e verdadeiros
Sensacionalismo puro, emoção
Atos bestiais arruaceiros
Momento único de reflexão!
Coração acelerado descoordenado
A plebe ruge e a si mesmo engana
A ilha virou um mundo desfigurado
Pobre oriente falida raça humana!
Ficando o aviso agora para as cidades litorâneas
Veneza, Santos, Maranhão, Havaí e Miame...
 Que o alívio as catástrofes são momentâneas
Mais uma vez a natureza mostra seu desagrado
Nas forças de um Tsunami.
(OSA)

O Hálito do Amor


Não há nada mais refrescante que o hálito
Esse apaixonante beijar que nos vicia
Igualmente é o sentimento que causa o hábito
Que é o ler cada frase de minha poesia.
Pelo fato de não inventar nada eu só copio
Do que vejo em corpos em viva expressão
O castigo maior é que ao final de tudo vicio
E compor é a minha sina e minha solução.
Ah Fernanda! Quando me lembro de sua boca
Paro no tempo iludido do seu beijo ser uma delicia
E da tua sensualidade tão fina selvagem e louca
Ainda sinto a imensidão de suas caricias.
Perco o sentido fico tonto falta o ar
Perco quase tudo só não perco a inspiração
E aonde vou sinto seu cheiro aquele que me faz sonhar
Ah! Quem dera eu surfar nesse Tsunami de emoção!
Essa pendência que contagia me contamina
Supre, vitaliza,escandaliza e rejuvenesce...
 Fernanda voce é a minha vitamina
Que dia-a-dia em minha vida reaparece!
Melhor seria vê-la se insinuar na sensual dança do ventre
O seu desfilar já desafia a beleza da minha alegria
Entretanto, quem dera eu tê-la ao meu lado sempre
e curtir a sua bela companhia...
Perco a estribeira, a vergonha, só não a fome
Tremo todo só em ler o seu e-mail
E toda vez que ouço voce dizendo o meu nome
Começo a adormecer em paz sobre o teu seio!
(OSA)

Aleira


Que olhar mais penetrante voce tem
Parece que me despiu por inteiro
Quando menos esperei voce partiu
E da sua tatuagem só ficou o cheiro!
Aliás, que rosa linda tem no ombro
E que sobrancelha bem desenhada
Sua beleza realmente é um assombro
Deve ser ótimo sentir assim tão desejada!
De vermelho e cabelos pretos e franja
Lembra-nos muito a linda branca de neve
Com esse sorriso esplendoroso que o esbanja
E usa seu charme como se deve!
Parece gostar muito de seu brinco de coração
E até quando seria parece que é brincadeira
Mostra que para vencer existe uma solução
E a receita é só pegar com a Aleira!

6 + 6 são 12


Viajo nesse sorriso
     E essa viagem é um delírio
     A beleza que consiste é um aviso
     Que se eu não me policiar eu piro!
     E a cada fleche  é uma pose
     Seja no parque ou na cidade
     6 + 6 são 12
     E mais uma é amizade!
     Apaixonante feito flores
     Que chega a nascerem meigas e gentis...
     No bosque... Colhidas por seus genitores
     E plantadas em jardins!
     Cultivadas com dengo e carinho
     Muito amor e pitadas de emoção,
     Com fragrancia de rosas e pinho
     Tem lugar garantido em nosso coração!
     Ah menina
     Queria eu estar nos teus amores
     Ser tocado de forma divina
     Como o são poetas e escritores
     E assim ter um lugar
     Guardado em seus sonhos
     E ao teu lado poder estar
     Sob a supervisão de teus olhos
     Então fazer-lhe um cafuné
     Desmanchando os teus laços
     E lhe massagear teus pés
     Quando estiver em meus braços!
     E poder lhe abrir a porta
     Fazendo-lhe gentilezas,
     Endireitar minha vida torta
     Mediante tuas proezas!
     Quero levá-la a passear
     Conhecer coisas incríveis
     Levá-la a um jantar!
     E festas de alto níveis
     E se quiser me namorar
     Muito gosto me fará!
     Em um restaurante lindo a irei levar    
     E deste encontro jamais se esquecerá...
     E aqui eu me despeço
     Para eu não ser tão cansativo,
     Encarecidamente eu lhe peço
     No minimo quero ser teu amigo!