segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Moda Sensual

Um par de salto altos
Ela passa pilotando,
Na região dos Lagos
Saia curta rebolando!
Pernas desenhadas
Ou esculpidas a mão
Sequer dá uma olhada
Esse gesto é um Não!
Mexe, remexe e rebola
Enrijece, empina os glúteos
Ela volta e não dá bola
Somos apenas meros números!
Seus cabelos são como as ondas
Que batem nas costas desse mar
Ela se desfaz das outras
E faz todos em seu balanço navegar.
O batom vermelho que ela usa
Pode até escandalizar
Vejam que até a sua blusa
Pode nos fazer apaixonar!
Suas coxas bem torneadas
Parece que é de academia
Nossa que menina idolatrada
Deixa as outras em hipotermia.
 A saia bem acima do joelho
Seja ela rodada ou tubinho
E aquele batom vermelho
É de nos dar um calafrio!
O seu corpinho cinturado
Em formosura lá no alto
Ele me deixa encantado
Com o tamanho desse salto!
Eu olho atentamente
Não deixo nada passar,
Já que é tão apaixonante
O seu modo de andar!
A maneira que escolhe
Cada peça ali usada
Deixa o meu corpo mole
E a mente até lesada!
Percebo que o sapato
Nessa hora influencia
Fica linda sim, de fato!
Penso que eu a merecia!
Já que não ganhei na Loto
E nem sou um milionário,
É quando eu mesmo noto
Só a tenho no mundo literário!

Osny Alves

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A Dama Inspiração

A Inspiração é uma Dama
Que busca meios, de sussurrar
Em teus ouvidos, os mais belos
Galanteios.

Osny Alves

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Estação Primavera

Lá vem o caçador de borboletras
Correndo pelos campos florais,
Seu cérebro uma constelação de estrelas
De dons poéticos excêntricos e divinais!

Que brinca com ricas rimas perdidas
Em meio à flores, rosas e jasmins,
Em vales de paixões contidas
Sentidas e plantadas num belo jardim! 

Corre nu de inocência de essência
Num versejar duma áurea tão bela,
Corre a saudar com enorme fluência
De singela aparência a estação primavera! 


Osny Alves

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Soldado do Amor

Acordei após sonhar que tinha morrido
Tristeza e alegria se misturaram a minha dor
O dia estava triste, mas o lugar Flórido
A garoa que caia se despedia do autor. 
O sol meio acanhado veio dar o seu adeus,
E a brisa em revolta se mostrou em tempestade
Enegreceu-se então o dia e com ele até os céus
Mas tudo se acalmou quando chegou a piedade...
O sol voltou a brilhar de um jeito divino
E a brisa nos trouxe pétalas de flor
O céu azul veio se despedir daquele menino
Que em muitos anos lhe ajudou a compor.
Nunca houve despedida mais triste
Porém linda por se tratar de tanta cor
Até o Arco-íris do jeito dele nos disse
Que na batalha da vida caiu mais um

Soldado do amor. 
Osny Alves

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

BOM DIA!

Como é gostoso acordar de manhã
Ver logo cedo o dia sorrindo
Sentir o cheiro da flor de Romã
E no horizonte um sol tão lindo!
Amarelo ouro pintado no céu
Como a fragrância que o dia emana
Uma obra de arte que vale um troféu
É uma doce loucura sã e insana!
Esse vernissage que agora eu olho
Com raios de tinta pintadas a mão
Nas telas do tempo com tintas a óleo
Chamem os amigos a mãe e o irmão!
O sol deixa no céu um beijo enorme
E dá outro beijo ao se despedir
Não antes ver se está nos conformes
E se a sua aparição nos fez refletir!

Osny Alves

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Hoje Entendi Um Pouco Mais A Mulher!

As vezes é como ver a mulher
Ao abrir o Seu guarda-Roupa
Ela Procura ali, mas nada quer
Nada Que lhe dê Água na Boca!
Eu Fico olhando minhas Coleções
Que São Mais de mil retratos
São Tao Cheias de Emoções
Tais quais as roupas no quarto!
Procuro tanto e não encontro
Nada a tocar a alma na essência
Nessa Hora Não Quero um Ombro
Só a imagem em eficiência!
E Lembro da Mulher em nudez
A Olhar milhares de vestes
Ali parada em completa mudez
Mas nada, nada lhe apetece!
Ela Olha por algum tempo 
Fitando PEÇA POR PEÇA
Sentir o Tcham do momento
Quieta Como se Fosse uma reza. 

De Repente pergunta pra Mim ... 
Qual dos Dois Quer Que ela ponha 
Ela não espera apenas um sim 
Mas a empolgação que ela sonha. 
Desapontada volta pro quarto 
E ela retorna pouco depois 
Vestida diferente de Fato 
E sem colocar Nenhum dos Dois. 
E é o mesmo que eu passo 
Ao escolher uma figura 
Sinto muito, mas eu não faço 
E hoje nem acho dela que é frescura! 
Mas na imagem tem que ter aquela coisa 
De olhar pra ela e ela pra mim... 
São como os momentos da rosa 
Do desabrochar no Jardim! 
Um momento único e perfeito 
Tal qual o de uma explosão 
Aquela taquicardia no Peito 
A festa Que Traz o rojão! 
Então eu saio a procurar
Entendo hum pouco Mais uma Mulher
Que não adianta você ter e usar
Aquilo que realmente não quer!
Osny Alves

sábado, 16 de agosto de 2014

De que é feito um poeta?

Poetas e poetisas
São feitos de gente
Que se sensibilizam
Com o eu realmente!
E o mesmo no outro
Sendo a paz ou a dor
Tem sempre o ombro
Em frases de amor!
Eles são tão normais
E estão entre nós
Com empregos iguais
Timbre rostos e voz!
São nascidos de gente
Uns têm medo do breu
Não são diferentes
Tal qual você ou eu!
Existem os feios
E os belos também
Ambos procuram os meios
De verem sempre além!
Não são encantados
Nem duendes ou fadas
Nem seres fadados
Com a missão das palavras.
Eles são gente da gente
Vestidos de timidez
As vezes tão semelhantes
Mas iguais na nudez!
Amigo então não se assuste
E nem fique tão espantado
Nem faça qualquer embuste
Se um desse sentar ao teu lado!
Comem jiló batata e quiabo
Veem o que não vê os olhos teus
Uns dizem que são do Diabo!
Outros... Que são anjos de Deus!
Osny Alves

sábado, 2 de agosto de 2014

Sorrir Com Os Olhos


Como amo essa coisa de rir com os olhos
E sorrir com esse sorriso que é da gente!
De transformar realidade daqueles sonhos
Que de repente sonhamos tão simplesmente!
Lindo é ver as covinhas que chamam de rugas
Mas que são nulas ao contemplar desse jeito!
Só por ver esse riso que faz parte das fugas
E fugimos de nós que moramos dentro do peito!
Mas belo é poder sorrir com o canto da boca
Quase a ler pensamentos que borbulham ali
Rir é um sentimento que exercitando sufoca
A dor que desemboca e desencadeia o sofrer!
Ao me dizer eu te amo sem uma palavra pronunciar!
E olhando em teus olhos fico eu mesmo a refletir
Feito essência de fragrância cheirosa a exalar
Amo aquela risada gostosa que faz a alma fluir
Osny Alves

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Regados de Amor

Eu te chamo de benzinho
Tu me chamas de paixão
Eu te faço um carinho
Proporcionas me emoção.
Tu me chamas de amorzinho
E eu te passo meu calor
Tu fazes um mimozinho
E me juras teu amor.
Tu me dás muito prazer
E fazes devagarzinho
Tu me fazes enlouquecer
Com todo o teu jeitinho.
Viajo num instante
E a viagem é um delírio
Teu sorriso é cativante
E com o teu olhar eu piro.
Sacia o meu desejo
Tua boca em minha boca
Tu matas me beijo a beijo
Em meu delírio te deixo louca.
Ouço seus gemidos
Em um dueto com os meus
Sussurro em teus ouvidos
E tu sussurras... Ó Meu Deus!
Tu mandas mil beijinhos
Sacia minha vontade
Com todo o teu denguinho
Tu me fazes sentir saudade.
Tu me deixas enlouquecer
Sonhar se possível até acordado
Somente o teu prazer
Fazes-me sentir-me apaixonado.
Tu fazes um papozinho
E tu a chamas de emoção
Tu me juras o teu carinho
E ainda me cantas uma canção.
Diz que sou bobinho
Usa das mais puras artimanhas
Tu balanças meu coraçãozinho
E também tu o assanhas!
Juras o teu amor
Em troca de um carinho
Tu me aqueces em teu calor
Tu me fazes amar os teus olhinhos
E sinto que teu olhar
Fazes sentir-me aliviado
Pra sempre juro que vou te amar
E sentir-me apaixonado.

Osny Alves

terça-feira, 15 de julho de 2014

PÓSTUMAS

Morri sem ter a vida que sonhei
Sem ter aquela que já desejei
Sem ter tocado a boca que não mais desejo
E muito tempo vivi carente desse beijo.
Não fui o vitorioso que eu desenhei
Nem nunca fui um cara que desdenhei
Sempre estive à frente do meu tempo
Talvez por isso a falta de reconhecimento...
Tudo que fiz foi fadado ao fracasso
Vinha mesmo antes de dar o passo
desmotivado motivei aos outros
Precisei mas estavam ocupados aqueles ombros...
Depreciado vivi em depressão
Sem que notassem ou terem noção
Pois vivem apressados nesse corre-corre
E sequer ligam pra quem vive ou morre...
Vivi uma vida inútil e sem perspectiva
Dando vida à morte que estava viva
Sendo contagiado pela triste sorte
Fui contemplado pela mesma morte. 
E agora eu me vejo rodeado de falsas carpideiras
E a chama se apagou nas horas derradeiras
E serei guardado em gaveta esculpida de chão
E nada levei, nem fracasso, dor, sequer paixão! 
Mas deixo aqui a dor momentânea
De uma separação instantânea
Pois essa falsa despedida
É o que tenta impor a vida. 
Osny Alves

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Dizem Que Sou Doce

Sempre dizem que tenho mel
Que me untaram com pó doce
Quando me têm as levo ao céu
Nem sequer preciso de bronze!
Dizem que formigas e abelhas
Eu as atraio desde que nasci!
Meu nome surgiu das estrelas?
Se disser que sim eu menti.
Quando estou fora que chego
Começam a se esfregar em mim
Dizem que eu sou o aconchego
E das flores eu sou o jardim!
Dizem que tenho cheiro de cravo
Escravo do amor sei que sou dele
Já me chamaram de açúcar mascavo
E dizem que as deixo à flor da pele!
Também dizem que sou convencido
De ter esse doce que eu tenho,
Mas eu fico meio envaidecido
E desse doce mesmo eu não creio!
Eu sou normal como qualquer pessoa
Sou até antipático por timidez
Mas o povo leva isso na boa
Após me conhecerem da terceira vez!

Osny Alves