domingo, 5 de outubro de 2014

Quando Surgem os Problemas



De repente hoje eu acordei
E percebi que estava morto
Eu não sei se eu só sonhei
Nem com isso me conforto!
Eu vi as flores em meu caixão
Do madeiramento mais barato
E não sentir meus pés no chão
Desmortificou me então de fato!
Tentei pular dali correndo
Mas nenhum musculo mexeu
Se não morto estou morrendo
Ou é isso para quem morreu!
Eu percebi então a sala vazia
Sem uma viva alma ao meu redor
Outro problema comigo jazia
O qual deixava-me com mais pavor!
Quando surgem grandes problemas
Ninguém vela o teu corpo ou o meu
Quem me velava eram os poemas
Que ali diziam que alguém morreu!
Acordei com um pulo na cama
E assombrado fui escrever
Que tais problemas fazem tal drama
Que infelizmente é quase morrer...

Osny Alves

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Poemas para Refletir

Sabe aquele Beijo beijado,
gostoso e sugado sabor de pecado,
mas tão divino também!
Daqueles “calientes”... Deles...
Eu tenho um monte, mas não dou a ninguém.
(Risos)

Osny Alves








Poesias são palavras 
soltas que se agarram 
no papel para 
acalentar a gente.

Osny Alves




sábado, 20 de setembro de 2014

Brincar Com Os Sons

Gosto de brincar com as letras
Com as palavras e com o leitor,
Elas me são quais borboletas
E quem as lê trato com amor!
Eu brinco com os sinônimos
Capaz de gerar redundância,
Todas as palavras e antônimos
Gosto de tudo em abundância!
Eu repito e repito as palavras
Eu e o som e a rima e o fonema,
O meu “eu” sorri quando lavra
Em qualquer papel outro tema!
Eu subo e desço eu saio e entro
E se permaneço é por emoção,
Em cima e em baixo, fora e dentro
Tudo aqui nela tem explicação!
Brinco e nem sei eu se gostas
De ler essa tal de brincadeira
Mas de tudo tenho as respostas
Só não pense que isso é besteira!

Osny Alves

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Moda Sensual

Um par de salto altos
Ela passa pilotando,
Na região dos Lagos
Saia curta rebolando!
Pernas desenhadas
Ou esculpidas a mão
Sequer dá uma olhada
Esse gesto é um Não!
Mexe, remexe e rebola
Enrijece, empina os glúteos
Ela volta e não dá bola
Somos apenas meros números!
Seus cabelos são como as ondas
Que batem nas costas desse mar
Ela se desfaz das outras
E faz todos em seu balanço navegar.
O batom vermelho que ela usa
Pode até escandalizar
Vejam que até a sua blusa
Pode nos fazer apaixonar!
Suas coxas bem torneadas
Parece que é de academia
Nossa que menina idolatrada
Deixa as outras em hipotermia.
 A saia bem acima do joelho
Seja ela rodada ou tubinho
E aquele batom vermelho
É de nos dar um calafrio!
O seu corpinho cinturado
Em formosura lá no alto
Ele me deixa encantado
Com o tamanho desse salto!
Eu olho atentamente
Não deixo nada passar,
Já que é tão apaixonante
O seu modo de andar!
A maneira que escolhe
Cada peça ali usada
Deixa o meu corpo mole
E a mente até lesada!
Percebo que o sapato
Nessa hora influencia
Fica linda sim, de fato!
Penso que eu a merecia!
Já que não ganhei na Loto
E nem sou um milionário,
É quando eu mesmo noto
Só a tenho no mundo literário!

Osny Alves

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A Dama Inspiração

A Inspiração é uma Dama
Que busca meios, de sussurrar
Em teus ouvidos, os mais belos
Galanteios.

Osny Alves

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Estação Primavera

Lá vem o caçador de borboletras
Correndo pelos campos florais,
Seu cérebro uma constelação de estrelas
De dons poéticos excêntricos e divinais!

Que brinca com ricas rimas perdidas
Em meio à flores, rosas e jasmins,
Em vales de paixões contidas
Sentidas e plantadas num belo jardim! 

Corre nu de inocência de essência
Num versejar duma áurea tão bela,
Corre a saudar com enorme fluência
De singela aparência a estação primavera! 


Osny Alves

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Soldado do Amor

Acordei após sonhar que tinha morrido
Tristeza e alegria se misturaram a minha dor
O dia estava triste, mas o lugar Flórido
A garoa que caia se despedia do autor. 
O sol meio acanhado veio dar o seu adeus,
E a brisa em revolta se mostrou em tempestade
Enegreceu-se então o dia e com ele até os céus
Mas tudo se acalmou quando chegou a piedade...
O sol voltou a brilhar de um jeito divino
E a brisa nos trouxe pétalas de flor
O céu azul veio se despedir daquele menino
Que em muitos anos lhe ajudou a compor.
Nunca houve despedida mais triste
Porém linda por se tratar de tanta cor
Até o Arco-íris do jeito dele nos disse
Que na batalha da vida caiu mais um

Soldado do amor. 
Osny Alves

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

BOM DIA!

Como é gostoso acordar de manhã
Ver logo cedo o dia sorrindo
Sentir o cheiro da flor de Romã
E no horizonte um sol tão lindo!
Amarelo ouro pintado no céu
Como a fragrância que o dia emana
Uma obra de arte que vale um troféu
É uma doce loucura sã e insana!
Esse vernissage que agora eu olho
Com raios de tinta pintadas a mão
Nas telas do tempo com tintas a óleo
Chamem os amigos a mãe e o irmão!
O sol deixa no céu um beijo enorme
E dá outro beijo ao se despedir
Não antes ver se está nos conformes
E se a sua aparição nos fez refletir!

Osny Alves

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Hoje Entendi Um Pouco Mais A Mulher!

As vezes é como ver a mulher
Ao abrir o Seu guarda-Roupa
Ela Procura ali, mas nada quer
Nada Que lhe dê Água na Boca!
Eu Fico olhando minhas Coleções
Que São Mais de mil retratos
São Tao Cheias de Emoções
Tais quais as roupas no quarto!
Procuro tanto e não encontro
Nada a tocar a alma na essência
Nessa Hora Não Quero um Ombro
Só a imagem em eficiência!
E Lembro da Mulher em nudez
A Olhar milhares de vestes
Ali parada em completa mudez
Mas nada, nada lhe apetece!
Ela Olha por algum tempo 
Fitando PEÇA POR PEÇA
Sentir o Tcham do momento
Quieta Como se Fosse uma reza. 

De Repente pergunta pra Mim ... 
Qual dos Dois Quer Que ela ponha 
Ela não espera apenas um sim 
Mas a empolgação que ela sonha. 
Desapontada volta pro quarto 
E ela retorna pouco depois 
Vestida diferente de Fato 
E sem colocar Nenhum dos Dois. 
E é o mesmo que eu passo 
Ao escolher uma figura 
Sinto muito, mas eu não faço 
E hoje nem acho dela que é frescura! 
Mas na imagem tem que ter aquela coisa 
De olhar pra ela e ela pra mim... 
São como os momentos da rosa 
Do desabrochar no Jardim! 
Um momento único e perfeito 
Tal qual o de uma explosão 
Aquela taquicardia no Peito 
A festa Que Traz o rojão! 
Então eu saio a procurar
Entendo hum pouco Mais uma Mulher
Que não adianta você ter e usar
Aquilo que realmente não quer!
Osny Alves

sábado, 16 de agosto de 2014

De que é feito um poeta?

Poetas e poetisas
São feitos de gente
Que se sensibilizam
Com o eu realmente!
E o mesmo no outro
Sendo a paz ou a dor
Tem sempre o ombro
Em frases de amor!
Eles são tão normais
E estão entre nós
Com empregos iguais
Timbre rostos e voz!
São nascidos de gente
Uns têm medo do breu
Não são diferentes
Tal qual você ou eu!
Existem os feios
E os belos também
Ambos procuram os meios
De verem sempre além!
Não são encantados
Nem duendes ou fadas
Nem seres fadados
Com a missão das palavras.
Eles são gente da gente
Vestidos de timidez
As vezes tão semelhantes
Mas iguais na nudez!
Amigo então não se assuste
E nem fique tão espantado
Nem faça qualquer embuste
Se um desse sentar ao teu lado!
Comem jiló batata e quiabo
Veem o que não vê os olhos teus
Uns dizem que são do Diabo!
Outros... Que são anjos de Deus!
Osny Alves

sábado, 2 de agosto de 2014

Sorrir Com Os Olhos


Como amo essa coisa de rir com os olhos
E sorrir com esse sorriso que é da gente!
De transformar realidade daqueles sonhos
Que de repente sonhamos tão simplesmente!
Lindo é ver as covinhas que chamam de rugas
Mas que são nulas ao contemplar desse jeito!
Só por ver esse riso que faz parte das fugas
E fugimos de nós que moramos dentro do peito!
Mas belo é poder sorrir com o canto da boca
Quase a ler pensamentos que borbulham ali
Rir é um sentimento que exercitando sufoca
A dor que desemboca e desencadeia o sofrer!
Ao me dizer eu te amo sem uma palavra pronunciar!
E olhando em teus olhos fico eu mesmo a refletir
Feito essência de fragrância cheirosa a exalar
Amo aquela risada gostosa que faz a alma fluir
Osny Alves