terça-feira, 31 de março de 2015

O Sol do Seu Olhar

É ao cair
do entardecer
na minha vida,
que espero
ardentemente
pelo nascer
esplêndido do sol
do seu olhar.
Osny Alves

sábado, 14 de março de 2015

SAUDADES DE MINHA MÃE


Ah! Que saudades ó mamãe
Pousou agora em meus olhos
Quando em minha mente põe
Qual o filme dos meus sonhos!
Nunca mais aqui nesta vida
Poderei estar nos braços teus
E saudoso estou de tua partida
Pois chamada fora por Deus.

Osny Alves

quinta-feira, 12 de março de 2015

Homenagem a minha mãezinha querida


FLORIANA

Ah minha florzinha querida

Que encantou a minha vida

E floriu o meu jardim!

Fora guerreira amazona

Lutara contra teu coma

Até a derradeira chegada do fim!


E fico eu aqui nesta hora

O meu rosto já embolora

Com as lágrimas que deixo aqui. 


Minha tristeza hoje me alcança


E sinto-me de novo criança


Cheio de saudades de ti.


Ah minha flor mais querida

Que os amores de tua face bendita

Perdurem em minha mente por fim. 

Quem perdeu uma mãe sabe


Dores de sentimento aqui não cabe


Neste meu coração carmesim.


Vai descansa agora tua luta


E toda a sua dor e labuta

Mas espera-me. 

Chegarei também neste fim.


Osny Alves


sábado, 28 de fevereiro de 2015

BICHO BRASILEIRO

Há quem diga que brasileiro
Não tem memória nem sabe votar,
Mas o bicho é encrenqueiro
E sabe muito é reclamar!
Há quem nunca lera um livro
Um capítulo, ou página sequer, 

Mas se for de sacanagem eu lhe digo:
No metrô e trens ali lê muita mulher! 

Não leem os de gramática
Só 50 tons até o terceiro,
História,  Bíblia e Matemática
Vivem fechados o ano inteiro!
E há quem diga que brasileiro
É a maior enganação,

O bicho sabe ser trambiqueiro
E essa fama suja a nação. 
Há muito aluno nas escolas
Mas estudantes só uns dois
Mas o que tem peso são as escolhas
mesmo assim empurram pra depois. 

Osny Alves

domingo, 22 de fevereiro de 2015

FRIEZA


Respiramos a dor
Num frio corredor de hospital,
Um lugar onde não há cor
E onde o ser humano é igual!
Aqui gemidos são constantes
Onde o choro na emergência,
Vem dos acompanhantes
Vendo descaso e negligência!
Vemos as macas lotadas
“UTIs”, camas, quartos e leitos,
E mulheres atormentadas
Lutando por seus direitos!
A frieza dos cuidadores
Gela o peito e esquenta a alma,
Os vemos quais opressores
Mas a saída é só termos calma...
A paciência com que escrevo
É de fora de um tabuleiro
Relato tudo o que percebo
No mundo hospitalar brasileiro.
Mas o frio que os acompanha
Gela o ser e os definha,
Quase mata o sonho de quem sonha
Fere-nos e nos esquadrinha.
E creio que frieza é preciso...
Para trabalhar estando nesse meio,
Mas as vezes creio que falta um sorriso
Para aquecer o coração alheio.

Osny Alves

sábado, 21 de fevereiro de 2015

APRISIONADO NA NOITE

Ah quem me dera  
Se as noites fossem menores,
Diminuiria a minha espera
E os meus sonos seriam melhores...
Os meus sonhos teriam sentido
Pois não seria um filme cortado,
E eu não ouviria aquele estampido
Que o silêncio faz ao estar acordado!
Não passaria tanto tempo sozinho
E estaria ainda mais ocupado
Não me sentiria preso em meu ninho
Como um zumbi indo quarto por quarto!
Eu só não quero vagar pela noite
Como um fantasma sem rumo ou destino...
Esse castigo é pior que um açoite
Que recebo desde que era menino.

Osny Alves

sábado, 17 de janeiro de 2015

Cereja e Chantilly

Enquanto estive ali
Parado feito uma ameixa,
A imaginei com chantilly
E sobre ela uma cereja!
O design de sua boca
sobreposta em tom sobre tom...
Numa sedução quase louca
A mesma cor do seu batom!
Que essa minha vontade
Borbulha assim em saber
Qual é o teu sabor de verdade
Em mim, não há como caber.
Osny Alves

sábado, 10 de janeiro de 2015

PEREQUÊ

Lá no alto da colina
Desce agua a vontade
Ela é pura e cristalina
Éden pura divindade!
Tem piscinas naturais
Metros de profundidade
Pedras rochas algas sais,
Que empolgam os da cidade!
Sais mesmo lá não tem
Mas tem um lodo esverdeado
Yara não tem também
Nem corrente ou cadeado!
É só mata verdejante
Com um rio bem cristalino
Que encanta a nossa gente
Faz a gente de menino!
É por isso que eu mergulho
Até o fundo desse rio
Engulo tudo e até o orgulho
Pois sou fera e tenho brio!
POIS lá no alto da colina
Dá pra ver a felicidade
Ela é pura e cristalina
Éden pura divindade.
E o povo de Perequê
Nem ao certo desconfia
E vivem sem saber
Que lá há realidade e fantasia!
E quando olho pra janela
E vejo milhares de prédios
Lembro da visão mais bela
E aqui me visto de tédio!
E a saudade bate forte
Mas creio que não mais verei
Só se for muita sorte
Pra voltar a Angra dos Reis.

Osny Alves

domingo, 7 de dezembro de 2014

A Saudade Deixa-nos Surdos Cegos e Nus



Hoje eu achei o riacho
Que eu acho que molhava
Sempre meus pés. 
Numa época de outrora,
Onde não corre agora
Aquilo que hoje não vês. 
Essa saudosa saudade
É uma gostosa maldade
Que despe a minha tez.
E olhando o meu corpo
Me escondo num copo,
Onde esconde minha nudez.
Pois a saudade vem e nos beija
E claramente nos deixa
Nus outra vez. 
Mas os outros não veem
Além de nossas vestes
Como ela nos despe
Peça a peça também. 
Mas parece que enxergam
E ao mesmo tempo nos cegam
E nossas roupas carregam
Como se dessem a alguém. 
É aí que nós achamos tão nus
No meio de uma luz
E o tal copo conduz
Para esquecer o passado. 
E fatalmente ficamos
Do jeito que amamos
E nos enganamos
Com a tal da surdez. 
E paralisados hipnotizados,
Como estátuas calados
O passado nos possui
Mais uma vez.
Osny Alves

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Desumanizados

Cada vez que ando pela cidade
percebo a insanidade do ser humano,
essa selvageria da humanidade
de um povo arrogante, rude e desumano.
Mas não posso generalizar....
Mas os Homens estão demais!
Os bichos humanizados
e os Homens, animais.
Osny Alves

domingo, 30 de novembro de 2014

1000 Afagos

Ah menina!
Esse teu lado sublime
Por favor deixe que a mime...
Até você enjoar!
Mas quem enjoa de carinhos
Ou qualquer que seja os mimos
Que tenho pra lhe dar!
Dá até vontade de tê-la nos braços
E em mil Afagos poder lhe acarinhar!
Amei o seu jeito dengoso
Meu Deus,  ai que gostoso
preciso lhe completar!
Venha me dê essa deixa
quero que seja minha igreja, 
quero lhe adorar!

Osny Alves